Já nem me recordo quando comecei a ver os Ficheiros Secretos (para bom português). Só sei que tentava ver todos os dias que passava na televisão.
Os episódios era emitidos sempre bastante tarde, mas para mim e para muita gente, eram a jóia da programação semanal. Era como que uma relíquia e um fruto proibido. E o esforço era enorme, pois estes davam mesmo tardíssimo!
Mas adormecer, adormecer é que nunca! Só se fosse durante o intervalo por vezes estendido a 40 minutos…Valeram-me os VHS quando tinha algum disponível.
Agora, é tudo mais fácil. Com a internet ao dispor, e alguns DVD’s em edição de coleccionador, é só sentar à hora que quiser, e apreciar.
Li há uns tempos, uma entrevista ao Chris Carter, em que este era questionado acerca do facto de a sua criação ser um tanto ou quanto obscura, ao qual ele respondeu nunca o ter visto dessa forma. Para ele, o Mulder e a Scully levavam luz a toda a escuridão que encontrassem.
Acho que também o via assim. De alguma maneira, ia com eles explorar as partes mais sombrias do ser humano, de mitos, lendas, e criações aberrantes, mas mantinha-me num canto seguro. Ainda hoje, não sei como, naqueles dias maus, eles conseguem sempre iluminar um pouco a minha própria escuridão.
Não desconsiderando muitas séries que entretanto surgiram, sendo muitas até muito boas (e muitas também, inspiradas nos X-files), para mim, esta continua a ser a minha série de sempre, e a melhor série de sempre. Um lugar onde posso acreditar no que quiser.
Algumas coisas são mesmo especiais e, pela forma como nos tocam, tornam-se partes importantes de nossa história...
ResponderEliminarUm beijo!