One-By-One

domingo, 13 de março de 2011

Pilot

“A estória que se segue é baseada em factos documentados…”
O mito dos raptos por extraterrestres é o mote para o primeiro episódio, como não poderia deixar de ser.
Curiosamente ou não, a primeira personagem a aparecer em cena na série é a Agente Especial Dana Scully, ao invés da suposta personagem principal, Fox Spooky Mulder (pelo menos nas temporadas iniciais). Do encontro inicial, sai que apesar de estes nunca se terem visto, conhecem o trabalho desenvolvido um pelo outro de antemão.
Em todo o episódio são referidas várias pistas e “provas” relacionadas com a possível existência de ET’s e o seu contacto com os seres humanos, tal como de um complô apoiado por “pessoas bem colocadas”. Referência para o Cigarette Smoking Man, que parece estar por detrás da tentativa de descredibilizar o Mulder, pela colocação da Scully trabalhando com ele, aparecendo também no final, guardando uma “prova” num armazém do Pentágono. Basicamente, no episódio piloto, eles tinham de mostrar muito, para dar um impulso à série e mostrar o essencial do que esta iria ser. Ou pelo menos a estória base da série…
“Quando a convenção e a ciência não nos oferecem respostas, será que podemos finalmente considerar o fantástico como plausível?”
“Acredita na existência de extraterrestres?
Logicamente, eu tenho de dizer que não…”
Momentos favoritos no episódio:
Aquele abraço no motel depois de ela se aperceber que as marcas que tinhas nas costas não eram mais que picadas de insecto. Criam logo dar um clima de romance aos espectadores… Mas coitadinhos, tinham de esperar e muito…
A outra cena em que o Mulder conta toda a sua estória relacionada com o possível rapto da sua irmã quando eram miúdos – idêntica a uma do último episódio (da última temporada), e basicamente última cena de todas.
A cena à chuva no cemitério em que eles falam atabalhoadamente tentando em desespero meter alguma lógica à investigação. Nessa altura, e noutras (p.e em que a Scully vê a luz na floresta), até parece que ela estava naquele momento a acreditar ou que pelo menos, estava disposta a questionar. Do género, “vais ver que afinal este tipo não é assim tão maluco?”
No fundo, a Scully é como se fosse o espectador, o qual é guiado pela estória e levado a acreditar no Mulder.
Uma coisa que se mostrou recorrente em quase toda a série é que não houve um final conclusivo.
Excelente episódio piloto. Só imagino o que deve ter sido, na altura em que foi lançado. A polémica e as audiências que atraiu!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

The X-files

Já nem me recordo quando comecei a ver os Ficheiros Secretos (para bom português). Só sei que tentava ver todos os dias que passava na televisão.
Os episódios era emitidos sempre bastante tarde, mas para mim e para muita gente, eram a jóia da programação semanal. Era como que uma relíquia e um fruto proibido. E o esforço era enorme, pois estes davam mesmo tardíssimo!
Mas adormecer, adormecer é que nunca! Só se fosse durante o intervalo por vezes estendido a 40 minutos…Valeram-me os VHS quando tinha algum disponível.
Agora, é tudo mais fácil. Com a internet ao dispor, e alguns DVD’s em edição de coleccionador, é só sentar à hora que quiser, e apreciar.
Li há uns tempos, uma entrevista ao Chris Carter, em que este era questionado acerca do facto de a sua criação ser um tanto ou quanto obscura, ao qual ele respondeu nunca o ter visto dessa forma. Para ele, o Mulder e a Scully levavam luz a toda a escuridão que encontrassem.
Acho que também o via assim. De alguma maneira, ia com eles explorar as partes mais sombrias do ser humano, de mitos, lendas, e criações aberrantes, mas mantinha-me num canto seguro. Ainda hoje, não sei como, naqueles dias maus, eles conseguem sempre iluminar um pouco a minha própria escuridão.
Não desconsiderando muitas séries que entretanto surgiram, sendo muitas até muito boas (e muitas também, inspiradas nos X-files), para mim, esta continua a ser a minha série de sempre, e a melhor série de sempre. Um lugar onde posso acreditar no que quiser.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Começar a viagem


Podem tratar-me por RJ. Sou também o autor do blog de Cinema, KritiCinema.
Eu e uma querida amiga minha, Diana, que será também contribuidora deste blog, lançámos um desafio a nós próprios: ver todos os episódios da lendária série de culto "The X-Files" do primeiro ao último, e analisá-los num blog.

Somos ambos da opinião de que, numa altura em que a ficção na televisão ganha cada vez mais popularidade, é importante não esquecer uma série que continua a servir de fonte de inspiração tanto à televisão como ao Cinema, e que cobriu todos os grandes, e pequenos, temas da ficção-científica e do paranormal.

Queremos oferecer uma redescoberta do maior fenómeno televisivo dos anos 90, e introduzi-lo àqueles que queiram entrar pela primeira vez na procura da verdade. Isto com uma abordagem que pretendemos que seja refrescante.
Analisaremos não só todos os episódios, mas também os temas abordados ao longo da série e os arcos de histórias, com destaque para o "arco extraterrestre" que serve de fio condutor à série.

Acima de tudo queremos construir um espaço de debate para todos os fãs da série, velhos e novos, onde se possam partilhar ideias sobre as aventuras de Mulder e Scully, e ajudar a que a melhor série de sempre não seja esquecida neste início da segunda década dos anos 2000.

Que comece a viagem, pois a verdade anda aí!
Até já.


(PS: nos próximos dias estaremos a resolver algumas questões técnicas e também a ajustar alguns aspectos visuais do blog, nos quais iremos trabalhar ao longo do tempo, pelo que poderemos demorar uns dias a começar as análises)