“A estória que se segue é baseada em factos documentados…”
O mito dos raptos por extraterrestres é o mote para o primeiro episódio, como não poderia deixar de ser.
Curiosamente ou não, a primeira personagem a aparecer em cena na série é a Agente Especial Dana Scully, ao invés da suposta personagem principal, Fox Spooky Mulder (pelo menos nas temporadas iniciais). Do encontro inicial, sai que apesar de estes nunca se terem visto, conhecem o trabalho desenvolvido um pelo outro de antemão.
Em todo o episódio são referidas várias pistas e “provas” relacionadas com a possível existência de ET’s e o seu contacto com os seres humanos, tal como de um complô apoiado por “pessoas bem colocadas”. Referência para o Cigarette Smoking Man, que parece estar por detrás da tentativa de descredibilizar o Mulder, pela colocação da Scully trabalhando com ele, aparecendo também no final, guardando uma “prova” num armazém do Pentágono. Basicamente, no episódio piloto, eles tinham de mostrar muito, para dar um impulso à série e mostrar o essencial do que esta iria ser. Ou pelo menos a estória base da série…
“Quando a convenção e a ciência não nos oferecem respostas, será que podemos finalmente considerar o fantástico como plausível?”
“Acredita na existência de extraterrestres?
Logicamente, eu tenho de dizer que não…”
Momentos favoritos no episódio:
Aquele abraço no motel depois de ela se aperceber que as marcas que tinhas nas costas não eram mais que picadas de insecto. Criam logo dar um clima de romance aos espectadores… Mas coitadinhos, tinham de esperar e muito…
A outra cena em que o Mulder conta toda a sua estória relacionada com o possível rapto da sua irmã quando eram miúdos – idêntica a uma do último episódio (da última temporada), e basicamente última cena de todas.
A cena à chuva no cemitério em que eles falam atabalhoadamente tentando em desespero meter alguma lógica à investigação. Nessa altura, e noutras (p.e em que a Scully vê a luz na floresta), até parece que ela estava naquele momento a acreditar ou que pelo menos, estava disposta a questionar. Do género, “vais ver que afinal este tipo não é assim tão maluco?”
No fundo, a Scully é como se fosse o espectador, o qual é guiado pela estória e levado a acreditar no Mulder.
Uma coisa que se mostrou recorrente em quase toda a série é que não houve um final conclusivo.
Excelente episódio piloto. Só imagino o que deve ter sido, na altura em que foi lançado. A polémica e as audiências que atraiu!